CIDADE DO MÉXICO, 9 Sep. (Notimérica/EP) -
Por primeira vez, há três mexicanos na lista que elabora a prestigiosa revista estadunidense 'Artnews Magazine' com os 200 maiores colecionadores de arte do mundo. Entre eles, também encontram-se dois brasileiros, dois venezuelanos e um argentino.
O conhecido empresário Carlos Slim, um dos homens mais ricos do mundo, faz parte desta lista, graças às 66.000 peças de arte que foi adquirindo durante mais de 50 anos. Entre elas, destacam as obras do escultor francês August Rodin, que configuram como a segunda coleção mais importante do mundo deste artista.
Uma coleção que, segundo a revista 'Forbes', está valorizada em 800 milhões de dólares e na qual também se podem encontrar obras do Greco, Tiziano, Vincent Van Gogh, Henri Tolouse-Lautrec, Henri Matisse, Pablo Picasso, Joan Miró e Salvador Dalí.
"É uma coleção viva que está em movimento constantemente, através de três grandes vias: exposições permanentes nos museus Soumaya: Praça Carso e Praça Loreto, e as exposições temporárias e itinerantes, por todo México, América Central, América do Sul, Estados Unidos, a Europa e inclusive a Ásia", destacou o comissário da coleção, Héctor Palhares, ao diário mexicano 'Milenio'.
A arte minimalista e conceptual tem um eco na coleção de Eugenio López Alonso, formada por mais de 2.800 obras que foram adquiridas desde os anos 70 até a atualidade.
Um colecionador que fundou o museu Jumex na capital mexicana e que possui obras de artistas tão destacados como Andy Warhol, Damien Hirst, Jeff Koons, Ellsworth Kelly, Gabriel Orozco, Thomas Ruff ou Paul MacCarthny.
Ainda que se consideram "colecionadores de baixo perfil", o casamento formada por Isabel e Agustín Coppel entesoura 1.500 obras. Começaram a adquirir-las faz 25 anos e a sua coleção permite hoje adentrar-se na arte mexicana de começos dos 90.
"Os Coppel são colecionadores de sob perfil, assim lhes gosta, então nunca houve esta questão de grandes espaventos; é uma coleção que se conhece em certos meios, que se promove, se difunde, expõe-se, presta-se. Cresceu muito e bem, não temos um espaço como um museu e não temos intenções de tê-lo", assegurou a comissária desta exposição, Mireya Escalante.
Estes mexicanos evitaram que, durante décadas, grandes obras de arte saíssem do país, entesourando algumas das peças mais destacas da arte comtemporânea, da mesma forma que fizeram Susana e Ricardo Sternbruch no Brasil, Eduardo F. Constantini na Argentina ou Patricia Phelps e Gustavo A. Cisneros na Venezuela.