Mulheres que lutaram pela independência condenadas ao esquecimento

As mulheres que lutaram pela independência condenada aos esquecimento
WIKIPEDIA


MADRI, 8 Sep. (Notimérica/EP) -

Apesar de ser protagonistas em numerosos processos de independência, as mulheres ficaram relegadas ao esquecimento nas disputas e pouquíssimas ocuparam as páginas dos livros de história. No entanto, a sua participação ativa e combativa foi decisiva em numerosas guerras.

Fuziladas ou encarceradas, numerosas mulheres deram suas vidas expulsando a colônia do seu território. E para reaver a sua memória o Instituto Cervantes iniciou uma série de encontros internacionais intitulado 'Mulher e Independência'.

Um análise pormenorizada daquela época, através das biografias de Micaela Bastidas, uma precursora do independentismo no Peru ou Antonia Nava Catalán, que foi uma figura chave na descolonização do México, além da esposa do militar insurgente Nicolás Catalán.

Os textos de Clorinda Matto, criadora da novela indigenista, ou da poetisa Gertrudis Gómez de Avelhaneda, cuja candidatura à Real Academia Espanhola não foi aceita, permitirão reaver a memória e adentrar-se no papel trascendental que jogou a mulher nas guerras de independência.

"A historiografia oficial ocultou imaginários femininos poucos convencionais na sua construção das heroínas, e de quê forma elas superaram e ultrapassaram os controles e limites impostos pelo sistema patriarcal dominante", destacou o Instituto Cervantes em um comunicado.

Um análise que desmontarão os conceitos de feminino e masculino, ao mesmo tempo que se descobrirá como Hispano-América se reinventou, ao romper a sua relação com a metrópole e começou a se descobrir descobrir.

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