Resolução: Os direitos de 'Superman' são Warner Bros

Superman
Foto: DC

MADRI, 8 Out. (EUROPA PRESS) -

   Warner Bros. fica com os direitos de Superman. Isso é o que opinou a Corte Suprema dos Estados Unidos sobre um caso que leva anos deixando loucos os executivos da própria Warner e a DC Comics: Pertence Kal-El à sua companhia ou aos herdeiros dos seus criadores?

   O tribunal ratificou resolução adotada em novembro de 2013, desestimou o recurso dos advogados da família de Joe Shuster, um dos dois criadores de Superman, na qual exigiam a sua parte do bolo de lucros que Warner consegue graças às adaptações do homem de aço.

   A chave para que esta família perca o caso esteve no passado dos seus próprios membros. Para isso, há que remontar-se à 1992, quando a irmã de um já falecido Shuster, Jean Peavy, aceitou ceder todos os direitos a Warner e DC se estes acediam a pagar as últimas dívidas que Shuster deixou após a sua morte.

   DC acedeu e, não só pagou as suas dívidas, senão que desembolsou mais da quantidade necessária, acreditando que desta maneira terminariam os conflitos e denúncias que poderiam ter existido até esse momento. No entanto, o conflito estava ainda longe de terminar.

   Pouco depois da estréia de Superman Returns (2006), tanta a família de Shuster como a de Jerry Siegel, o outro criador do herói kryptoniano, denunciaram a Warner. Nessa ocasião, e prévia resolução judicial, o estudo teve que compartilhar parte dos lucros com os herdeiros.

   O veredito do juiz Stephen Larson decretou que os familiares de Siegel e Shuster deviam perceber parte desses benefícios - tão só no que se refere ao mercado estadunidense, a resolução não tinha efeitos no âmbito internacional -  desde 1999, o que incluía não só Superman Returns senão também a série de televisão Smallville.

    Além disso, o juiz lembrava que se antes de que finalizasse 2013 Warner não estreava um nova filme sobre Kal-EL, os direitos caducariam e passariam de novo ao poder dos herdeiros dos criadores.

    Mas nada disso ocorreu dado que Warner e DC fizeram os seus deveres e em 2013 levando ao cinema  'O homem de aço' (Man of Steel). Um sucesso de bilheteira dirigido por Zack Snyder que supôs, além disso, o início de uma nova era no universo cinematográfico dos heróis de DC que terá continuidade com Batman v Superman: Dawn of Justice.

   Agora o juiz ratifica aquele acordo de 1992 que "representaria última e definitiva oferta do autor e os seus herdeiros com DC e resolveria totalmente qualquer reclamação passada, presente ou futura contra DC (e por extensão com Warner)", aponta o juiz.

SUPERMAN VOLTA... E NÃO ESTÁ SÓ

    A próxima vez que vejamos Superman no cinema será em 25 de março de 2016, no qual Kal-El (de novo interpretado por Henry Cavill) compartilhará protagonismo com o novo Batman, encarnado por Ben Affleck.

    Também veremos a Amy Adams (Lois Lane), Laurence Fishburne (Perry White) e Diane Lane (Martha Kent) que retomam os seus papéis do homem de aço e caras novas como Gal Gadot que será Diana Prince/Wonder Woman; Jesse Eisenberg que dá vida a Lex Luthor; Jeremy Irons como Alfred; e Holly Hunter em um novo papel criado especificamente para o filme.

    Em total são 10 filmes sobre os super-heróis de DC Comics programados por Warner até 2020 para tentar criar assim um entrecruzado similar ao dos personagens de Marvel e seus Vengadores. Entre os personagens que poderiam saltar à grande tela em solitário estão Shazam, Wonder Woman, Aquaman e um mais que provável reinício de Batman em solitário de novo protagonizado por Ben Affleck.

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