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ASUNCIÓN, 7 Mar. (Notimérica/EP) -
O contrabando de cerveja lhe custa ao Estado paraguaio quase 74 milhões de dólares, mais inclusive do que se perde com a evasão fiscal. O álcool que se introduz no país de forma irregular, que acostuma proceder da Bolívia, Brasil e Uruguai, alcança o 52,8 por cento de todo o qual se consome no Paraguai.
A centenária empresa CervePar 'Cervejeria Paraguaia' elaborou um estudo junto com uma consultora internacional para denunciar as importantes perdidas que lhe produz ao fisco o contrabando de bebidas alcoólicas, que junto com o açúcar, os azeite e os combustíveis, é o produto mais solicitado no mercado negro.
O estudo refletiu que o total de 41,6 milhões de litros de álcool se introduzem de maneira irregular no país, sendo a cerveja, com 81 por cento do volume, a bebida mais contrabandeada.
A cerveja de contrabando, que representa quase 20 por cento do mercado desta bebida no Paraguai, ingressa no território paraguaio principalmente pela fronteira argentina limítrofe com Asunción, no sudeste do país.
O contrabando é um dos principais problemas aos quais tem que fazer frente o Governo do presidente do Paraguai, Horacio Cartes, dado que se converteu na principal solução das cada vez mais empobrecidas famílias paraguaias para encher a cesta da compra. A subida de impostos, com a reticência do Executivo de subir o salário mínimo, converteu a situação de comparecer ao mercado negro em uma questão de sobrevivência.
As bebidas de contrabando, entre as quais também estão os vinhos, a vodca e o uísque, acostumam servir-se em pequenas superfícies, como mercados, mas também em estabelecimentos do setor hosteleiro. O preço costuma oscilar entre quantidades de 50 e 65 por cento inferiores ao custo dos produtos que sim estão sujeitos à lei.
Da sua parte, o setor de empresários dedicados à elaboração e distribuição de bebidas alcoólicas também mostrou a sua preocupação com o último anúncio do Governo, que pretende incrementar em até 14 por cento os impostos a estes produtos.
Segundo o setor, tal e como informou o diário paraguaio 'Última Hora', a subida de impostos beneficiará ao contrabando e já não só prejudicará ao negócio, senão também ao apuramento do Estado em matéria impositiva.